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Capa do livro Manual de Psicopatologia
Medicina · Psiquiatria · Livro Didático

Manual de Psicopatologia

Elie Cheniaux

Com sete novos apêndices e ampla revisão da literatura, a obra traz os principais conceitos da psicopatologia descritiva, com conteúdo seguro e diversos exemplos clínicos, para estudantes e profissionais de psiquiatria, psicologia e saúde mental.

📝 Medicina · Psiquiatria · Livro Didático
📅 Ano: 7ª edição · 2026
📖 215 páginas
🏢 Editora: Guanabara Koogan
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Sinopse

O Manual de Psicopatologia constitui uma proposta de síntese e revisão dos conceitos da psicopatologia descritiva. Após estudo dos principais autores, foi elaborada uma obra que representasse o somatório de todos os textos, privilegiando, nos casos de divergência, geralmente as proposições mais comuns. Cada função psíquica é estudada em um capítulo diferente, e cada capítulo apresenta sua definição, as alterações quantitativas e qualitativas (com diversos exemplos clínicos), a técnica de exame e sua relação com os principais transtornos e síndromes mentais. Também está incluída uma discussão sobre as descobertas das neurociências e as formulações teóricas da psicanálise relacionadas àquela função psíquica. O livro conta ainda com capítulos sobre os conceitos básicos da psicopatologia, a entrevista psiquiátrica e as principais síndromes psiquiátricas. Além disso, traz 13 apêndices, sendo sete novos, que abordam, além das alterações psicopatológicas e do exame psíquico, alguns temas psiquiátricos – como a antiga histeria, o transtorno bipolar e o transtorno esquizoafetivo –, a interface entre neurociência e psicanálise e a relação do cinema com a psicopatologia e a psiquiatria. Com prefácio assinado pelos professores Miguel Chalub, Antonio Egidio Nardi e Humberto Corrêa, esta sétima edição é, entre todas, a que apresenta a mais ampla revisão do texto.

Ficha Técnica

AutorElie Cheniaux
EditoraGuanabara Koogan
Ano7ª edição · 2026
Páginas215
GêneroMedicina · Psiquiatria · Livro Didático
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Prefácios

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Humberto Corrêa
Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
Membro Titular da Academia Mineira de Medicina
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Junto aos manuscritos da sétima edição, revista e ampliada, do Manual de Psicopatologia do professor Elie Cheniaux, recebi o convite para escrever o seu prefácio. Só nessa pequena frase introdutória acima temos várias informações muito relevantes para nossos leitores. Comecemos, primeiramente, pela que pode parecer a mais simples delas. Trata-se da sétima edição de um livro em um mercado editorial que é, no Brasil, podemos assim considerar, restrito. De fato, o número de livros lidos anualmente por cada brasileiro não nos coloca em nenhum ranking internacional de destaque, muitos autores têm dificuldade em publicar suas obras, e muitos livros, por vezes excelentes livros, não passam da sua primeira edição. A sétima edição de um livro é motivo de comemoração e um “atestado” de sucesso! Em segundo lugar, trata-se de um livro de psicopatologia. Podemos dizer que a origem dessa disciplina se dá com Karl Jaspers no seu “A Psicopatologia Geral”, de 1913, que lançou as suas bases e que têm como elementos fundadores uma clínica minuciosa e um rigor filosófico. A psicopatologia, base do exame psiquiátrico, exige tempo, treinamento, disciplina; exige, principalmente, reflexão. Talvez por isso ela ande um pouco esquecida pelas novas gerações, nesses novos “tempos líquidos”, onde tudo parece descartável. Tempos em que se buscam respostas rápidas, prontas, geralmente superficiais, frequentemente erradas ou inadequadas. Mesmo com todos os avanços na psiquiatria nas últimas décadas, da neurobiologia à genética, das novas formas de psicoterapia às modernas terapêuticas farmacológicas e de neuromodulação, que, lembremos, não existiam ao tempo que Jaspers escreveu o seu “Tratado”, a Psicopatologia ainda é fundamental, mas, exige-se agora algo mais que o nosso autor faz com maestria e leveza, a interlocução com as neurociências e a psicoterapia. Em terceiro lugar, trata-se, como dissemos da Sétima(!) Edição, completamente revista e ampliada. Nosso querido autor, Elie Cheniaux, revisou todo o texto e ainda nos brinda com novos seis apêndices. Por todas essas razões, e muitas outras que nosso curto espaço não permite elencar, o Manual De Psicopatologia, esse “pequeno” mas grande livro do Elie Cheniaux, é indispensável a todos os médicos e psicólogos que se interessam pela sublime “ciência-arte” de compreender o ser humano.

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Antonio Egidio Nardi
Professor Titular de Psiquiatria – Universidade Federal do Rio de Janeiro
Membro Titular da Academia Nacional de Medicina
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É um grande prazer ser convidado para prefaciar o clássico Manual de Psicopatologia, de Elie Cheniaux, em sua 6a. Edição. Um sucesso literário brasileiro. Este completo manual de psicopatologia fenomenológica é leitura obrigatória para todos os profissionais e estudantes de psiquiatria e ciências afins que lidam com diagnóstico psiquiátrico e suas nuances. Sou admirador e entusiasta da psicopatologia descritiva, ciência que tanto cultuo e que é a base de minha vida profissional. Atualmente, a rapidez nos atendimentos médicos e as opções terapêuticas com baixa especificidade fazem com que as novas gerações sejam influenciadas pela psiquiatria de critérios diagnósticos pobres e com que não se aprofundem no estudo da psicopatologia fenomenológica. O resultado são dúvidas eternas e diagnósticos imprecisos. Neste cenário, o Manual de Psicopatologia ilumina a escuridão dos critérios diagnósticos superficiais. A importância deste trabalho reside principalmente na evidência de que o pilar da psicopatologia descritiva é único e insubstituível, mesmo neste século XXI, onde a Medicina está cada vez mais debruçada em inúmeros, exagerados e, muitas vezes, desnecessários exames complementares. O exame do estado mental baseado em um sólido conhecimento psicopatológico é o pilar do diagnóstico e da clínica psiquiátrica. O termo "psicopatologia" foi usado pela primeira vez na psiquiatria em 1878, como sinônimo de “psiquiatria”, por Hermann Emminghaus, o antecessor de Emil Kraepelin no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Tartu, hoje na Estônia. O termo reapareceu em 1904 no título de Psicopatologia da Vida Cotidiana, de Sigmund Freud, antes de ser adotado por Karl Jaspers em sua obra seminal Allgemeine Psychopathologie, publicada em 1913. Baseia-se na descrição dos fenômenos psíquicos conforme sejam observados ou relatados. O papel da psicopatologia fenomenológica é limitar, distinguir e descrever fenômenos patológicos efetivamente experimentados pelos pacientes. Portanto, o importante é descrever o que é vivido diretamente pelo indivíduo, a fim de podermos reconhecer o que há de idêntico dentro da multiplicidade de variações do comportamento humano patológico. Apesar de extensa literatura abordando os sintomas psicopatológicos pelo método fenomenológico, Jaspers utiliza a empatia para elucidar os sintomas observados; logo, os pacientes são os melhores professores. A principal ferramenta da psicopatologia fenomenológica é a descrição do próprio paciente, a qual pode ser observada, estimulada ou testada através da entrevista e do exame psicopatológico. Outro ponto fundamental para o exame psicopatológico é que este nunca será perfeito se o examinador não possuir clara visão do meio cultural em que vive o paciente, em especial sua família e ambiente social. Para Jaspers, "a psiquiatria é uma prática clínica", enquanto que "a psicopatologia é uma ciência" que tem como propósito explícito gerar novos conhecimentos e "reconhecer, descrever e analisar os princípios gerais em vez de indivíduos". É a tarefa do "psicopatologista", do "cientista", desembaraçar, se necessário até mesmo pela redução ou restrição desse material complexo, dividi-lo em distintos conceitos claramente definidos, ou seja, sinais e sintomas, que podem ser comunicados e utilizados na formulação de "leis e princípios", relevantes para "realidades psíquicas patológicas" e na demonstração de relações entre "doença mental" e "sintomas psicopatológicos". Todos estes princípios de Jaspers são valorizados por Elie Cheniaux, complementados pelos apêndices práticos e interessantes, por exemplo, onde discute o delírio de Bentinho em Dom Casmurro de Machado de Assis. O Manual de Psicopatologia é de leitura agradável, onde temos a satisfação de encontrar em uma só obra o que há de melhor e clássico na descrição dos sintomas em psicopatologia. Associado a uma atualização brilhante, nos faz rever conceitos e nos instiga cada vez mais aos exames de nossos pacientes. O livro prima pela clareza e didática, tornando-se uma recomendação para todos que querem conhecer ou capacitar-se nos princípios básicos de psicopatologia descritiva. Tenho certeza de que todos os leitores terão o prazer do aprendizado e da revisão de conceitos. Publicar a 6a. Edição é a comprovação de seu sucesso e de sua qualidade. Parabéns, Elie Cheniaux, e obrigado por manter acessa a chama da psicopatologia fenomenológica.

✍️
Miguel Chalub
Professor-associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM/UFRJ)
Professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM/UERJ)
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Infelizmente livros científicos brasileiros, ainda que de qualidade, têm pouco tempo de vida. Ou a primeira edição fica sempre disponível pois não tem a necessária saída por falta de mercado adquirinte ou nunca mais são reeditados eis que não há interesse dos publicadores pelas mesmas razões. "Dormem" para sempre nas bibliotecas e nos "sebos". Mas, por sorte nossa, há exceções. Uma delas é o "Manual de Psicopatologia" de Elie Cheniaux Jr. que chega à - pasmem! - 5a. edição. Uma das razões para que fato tão inusitado aconteça, é sua importante originalidade além de ser uma excelente compêndio deste saber médico-psicológico. A Psicopatologia, particularmente a fenomenológica, andava meio esquecida e, o que é pior, deconsiderada pelas novas gerações de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais de saúde mental. A ideia errônea é que se tratava de um conhecimento ultrapassado e que teria interesse apenas histórico mas não utilidade para a prática psiquiátrica, mormente aquela subsidiária da Psiquiatria Social e Comunitária. Mas não é assim. As doenças mentais, o sofrimento psíquico só podem ser entendidos a partir do estudo das funções mentais e de seus transtornos. Sem este conhecimento prévio e introdutório, as ações sobre a prevenção e recuperação da saúde mental bem como o tratamento de suas anomalias, passa a ser mero fazer assistencial muitas vezes eivado de desvios ideológicos e políticos. Falta a fundamentação psicopatológica para uma verdadeira e científica ação médico-psicológica. O Manual de Psicopatologia em comento é um pequeno mas completo tratado de Fenomenologia Psiquiátrica, saber médico indispensável para aqueles que querem fazer o diagnóstico seguro das doenças mentais e de suas variadas formas clínicas e expressões sintomáticas. Mas vai mais além e aí começa sua vibrante originalidade. Há uma correlação entre os atuais achados das neurociências e as doenças mentais, aproximação que é cada vez mais fecunda e que possivelmente provocará uma grande revolução no tratamento dos transtornos mentais. A neurobiologia se encontra com a Psicopatologia, fato inteiramente novo! Mas, como psicanalista, o autor nos dá mais. A fenomenologia "clássica" - e o adjetivo aí é um grande elogio para os que estudam a Psiquiatria de uma maneira rigorosa e a praticam de modo fundamentado - é cotejada com a doutrina psicanalítica e assim ficamos com uma tríplice visão: os fenômenos mentais anormais descritos de maneira rigorosa e colocados lado a lado com o contributo das neurociências e da psicanálise. Esta riqueza não é comum nos livros estrangeiros e nacionais de Psiquiatria e Psicopatologia e é de um valor inestimável para psiquiatras, psicólogos e psicanalistas bem como para outros interessados nos problemas da saúde mental. A presente edição além de trazer os acréscimos de edições anteriores como a discussão da nomenclatura em Psicopatologia traz dois novos temas de grande interesse prático: 1) um modelo de exame psíquico e súmula psicopatológica, de enorme valor para o exercício profissional pois procura uniformizar a transposição da teoria psicopatológica para a avaliação de um caso clínico concreto; 2) a relação das alterações psicopatológicas de acordo com as funções psíquicas, ajuda inestimável para uma melhor ordenação da perquirição clínica. Por todas estas razões o livro de Elie Cheniaux Jr. tornou-se uma obra indispensável para médicos e psicólogos pois é uma obra fundamental para o conhecimento e o exercício rigoroso da prática clínica médico-psiquiátrica e psicológica.

Resenha

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Um livro sobre Psicopatologia escrito por autor brasileiro chega à terceira edição! Este “fenômeno editorial” na área da Psiquiatria merece reflexão. Realmente, a obra de Elie Cheniaux é muito original, por diversas razões. Em primeiro lugar é excelente compêndio de Psicopatologia Fenomenológica. Este ramo da Psicopatologia andava meio posto de lado e, o que é pior, desconsiderado pelas novas gerações de psiquiatras, psicólogos e demais profissionais de saúde mental. Passou-se a idéia que se tratava de conhecimento ultrapassado, que não teria mais utilidade nas novas correntes da Psiquiatria. Ledo e falaz engano! Não se pode conhecer a ciência psiquiátrica e praticá-la de modo científico se não se tiver bom conhecimento de Psicopatologia. Não importa se a linha adotada é a biológica, a social ou a psicanalítica: o desconhecimento de Psicopatologia leva à teoria sem fundamentação técnico-científica precisa e prática completamente divorciada da realidade médico-psicológica. Mas o livro em questão não trata apenas deste aspecto da Psicopatologia. De maneira inteiramente original – o que o torna imprescindível para psiquiatras, psicólogos de orientação neurobiológica e psicanalistas –, a obra aborda a correlação entre Neurociências e Psicopatologia, bem como aproxima a fenomenologia do psiquismo anormal da Psicanálise. Não conhecemos trabalho nacional que o faça de maneira tão percuciente. Assim, estudantes de medicina, residentes e pós-graduandos em Psiquiatra, médicos, psicólogos e profissionais de saúde mental em geral não podem deixar de ter este livro em sua biblioteca, ressaltando-se que terceira edição de livro médico no Brasil já é, por si, uma recomendação. Em relação às edições anteriores, além de algumas correções de texto, o trabalho traz notável achega, pois aborda a questão da nomenclatura em Psicopatologia. Espanto dos estudantes de Medicina, tão afeitos ao rigor da terminologia médica, e confusão para os que estão se especializando na patologia mental, Elie Cheniaux faz excelente revisão do tema, que prestará auxílio para minimizar os mal-entendidos e para, quem sabe, chegar-se algum dia à uniformidade útil para os iniciantes.

Sobre os autores da resenha

  • Miguel Chalub Professor-associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM/UFRJ). Professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM/UERJ).

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